R-Evolução Anti Pedofílicos

 

 

2013

 

 

 

 

CELEBRANDO 10 ANOS

 

 

 

 

 

Foi nesta data, em 14 de Dezembro de 2003 que o site “R-Evolução Anti Pedofilicos”, foi lançado na Austrália, para fazer uma denúncia pública sobre o pedofílico Rogério Nonnenmacher para as autoridades brasileiras, expondo que o mesmo vinha abusando de pessoas em minha familia há mais de 50 anos no Brasil.

O site também propunha alertar o público sobre abuso sexual na infância, para que as pessoas pudessem proteger crianças deste tipo de crime. 

Completados hoje 10 anos do lançamento do site, decidi mostrar resultados dos esforços em proteger as vítimas às quais me propunha inicialmente, bem como para fazer um breve reconhecimento e retrocesso do que aconteceu ao longo destes anos.

Outros textos seguirão,sendo divulgados em partes, a partir desta data.

Autora de “R-Evolução Anti Pedofílicos” (www.r-eap.org)

 

 

 

 

LANÇAMENTO DO SITE

 

O vídeo abaixo, mostra a gravação que preparei acompanhado de declaração com denúncia escrita de nove páginas, que foi endereçada à Promotora de Justiça Veloci Pivatto, do Forum da cidade de Lajeado no RS, para apoiar a queixa a qual encorajei uma meia irmã paterna a fazer, na esperança que a mesma pudesse ser protegida dos abusos sexuais de meu pai. 

Esta declaração foi enviada  em 1999, 4 anos antes da criação e divulgação do site  “R-Evolução Anti Pedofilicos”.

 

VIDEO - Declaração de apoio legal a outra vítima de Rogério Nonnenmacher

 

Clique no link abaixo para assistir ao vídeo no U-Tube

 

 

 

 

http://youtu.be/rjaw4tzZwK8

 

 

 

Após ter sabido que familiares se mobilizaram para corromper a mãe da vítima com dinheiro e terem sabotado o caso, fazendo com que a queixa fosse retirada na justiça, me dei conta de que nem as autoridades, nem a minha familia tomariam as decisões necessárias então para acabar com os abusos de meu pai. 

Me vi sem outra alternativa, senão fazer uma exposição pública do perigo que se estendia de geração em geração, para que as vítimas de então não precisassem mais ficar penando por tantos anos como aconteceu comigo. 

 

Ao ter passado tantos anos lidando com as consequências dos traumas causados pelos abusos na infância, meu objetivo maior era de resgatar estas novas vítimas e as que estavam a caminho de ser abusadas e de lhes dar a chance que não tive.

Intencionava lhes proporcionar liberdade desta escravidão sexual e emocional, para que pudessem ser livres para fazer suas escolhas de vida.

Também me preocupava que estas e outros em minha família pudessem ter filhos no futuro, sem que estas futuras crianças estivessem expostas ao perigo das pressões, chantagens e segredos que as fariam os próximos alvos deste pedofílico serial chamado Rogério Nonnenmacher.

 

Como tomei consciência de que este pedofílico jamais deixaria de molestar crianças eu não conseguia viver em paz comigo mesma sabendo que, enquanto eu havia me afastado de minha familia e meu país para recomeçar uma vida nova em um lugar seguro e ter um futuro promissor, meu silêncio contribuía para que outras pessoas que ficaram para trás estivessem expostas a sua própria sorte, escravizadas por meu pai.

Eu precisava fazer algo e eu me sentia no direito e no dever de parar este criminoso.

Ao descobrir que a ajuda a vítima que encorajei foi sabotada e que a mesma voltou a ser subjugada a sua escravidão, percebi que, mais do que nunca era preciso QUEBRAR O SILÊNCIO e romper o ciclo de abuso sexual na infância.

 

Eu não havia conseguido salvar esta vítima então porque  os abusos não se limitavam aos abusos de meu pai somente. Haviam outros tipos de contrôles, de pessoas que se dispunham a usar de chantagens e abuso de poder econômico para abafar os direitos de quem precisava de ajuda e proteção.

Enquanto houvesse entre meus parentes quem se projetasse profissionalmente, colhendo o enriquecimento financeiro e atenção dos holofotes do sucesso ao nível de celebridade, isso era feito as custas de um segredo que subjugava uma de minhas irmãs ter extendido seu sofrimento para ser sacrificada sexualmente e humiliada emocionalmente por este pedofilico. Isso é no mínimo uma CRUELDADE! 

A falta de humanidade, o desrespeito, a covardia e atitude vil daqueles que colaboravam para que o “status quo” do abuso familiar se mantivesse para benefício de alguns privilegiados, contribuiriam para que este crime continuasse enquanto este pedofílico vivesse.

 

Eu não desejava que ninguém tivesse que chegar ao fundo do poço do sofrimento emocional como um dia havia acontecido comigo e o responsável por estes abusos precisava ser denunciado!

A situação não mudaria a menos que houvesse uma medida drástica e eu me questionava se somente uma exposição pública chamaria a atenção de autoridades bem intencionadas que pudessem proteger as vítimas de então e outras em potencial.  

Assim, mesmo temendo que meus apelos fossem novamente ignorados e com os preparativos do site quase finalizados, decidi apostar em uma última tentativa, enviando mais uma declaração de denúncia e informando as autoridades que se desta vez não houvesse resposta em tempo, eu tomaria outras providências.

Me identifiquei mais uma vez como vítima dos abusos sexuais de meu próprio pai e pedia urgentemente que as autoridades no Brasil protegessem as filhas mais novas que este pedofilico havia produzido fora do casamento.

 

Tendo passado o tempo que anunciei que aguardaria por uma resposta e, não tendo recebido a mesma até então, o site foi divulgado publicamente nesta data, há dez anos atrás. 

 

 

 

 

 

 

RESULTADO

 

Como resultado desta divulgação e repercussão da notícia de minha denúncia pública, Rogério Nonnenmacher, o então respeitável político, promotor de justiça e figura conhecida e homenageado por serviços prestados a comunidade, fora descoberto que vinha enganando as pessoas por todos estes anos, no que dizia respeito a sua personalidade e principalmente a sua FALSA MORALIDADE.

 

A partir de então, outras autoridades do Ministéio Público e da Polícia fizeram contato com meus familiares e posteriormente comigo.

Foi iniciada a coleta de evidências na busca de testemunhas, para que fosse dado andamento ao processo investigatório.  

Minha atitude e os textos do site “R-Evolução Anti Pedofílicos”, felizmente sensibilizaram e encorajaram várias das vítimas antigas de meu pai, que desejavam mudar suas vidas e se posicionar pela verdade.

Algumas delas decidiram testemunhar para proteger as vítimas de então e ao mesmo tempo recobrarem sua dignidade e direito de fazer algo que jamais puderam fazer antes contra o seu abusador.

 

Entretanto, nem todas as vítimas de então ou anteriores, compreenderam a gravidade do perfil deste criminoso que temos por pai, tio e irmão e nem todas conseguiram perceber a necessidade desta minha iniciativa.

Lamentavelmente, a maioria das irmãs de meu pai não ofereceram apoio a mim nem as vítimas anteriores que decidiram confirmar as denúncias que fiz.

Com excessão de uma tia que meu pai julgava ser a menos inteligente de suas irmãs, esta foi a que mais percebeu o tipo de irmão que tem e teve o bom senso de não testemunhar em favor deste criminoso.

Outra irmã de meu pai, que é minha madrinha e está em um convento fechado, não sabia por muito tempo do que vinha acontecendo pois, respeitei as recomendações médicas de não informá-la, para proteger a fragilidadede de sua saúde. Mas não tardou para que alguém em um ato de crueldade e mesquinhez, lhe expusesse o assunto e a instigásse contra mim. E foi decepcionante me defrontar com o preconceito, falta de compaixão e até repugna daquela que um dia me disse quando eu era criança que eu era a coisa mais preciosa que ela tinha na vida. Infelizmente tantos daqueles que se dizem seguidores do bem, nestas horas nos mostram como as religiões mantém as pessoas com suas mentes condicionadas e fechadas. E a Igreja Católica em particular, tem demonstrado ao longo destes últimos anos no mundo inteiro, como varrem os segredos de abuso sexual na infâcia cometidos por membros do clero para baixo do tapete.

Assim, com excessão das acima referidas, tive confirmado que todas as demais irmãs de meu pai pedofílico foram todas testemunhar em seu favor no processo criminal. Assim também foram algumas de suas filhas, minhas primas.

As mesmas ousaram até mesmo ameaçar os repórteres que acompanharam  o caso de perto no Forum da cidade de Lajeado e Estrela no RS, de processá-los caso divulgassem suas atitude ao público, mas não se inibiram em ir defender este pedofilico.

 

O que jamais esperei quando decidi ajudar a libertar as vítimas de meu pai é que, eu também fosse ser alvo de preconceito de minha própria afilhada, que fora um dia uma menina de princípios  bons.

Várias pessoas no Brasil me alertavam dizendo: "Tu vais te decepcionar". Ainda assim respeitei até mesmo sua decisão de se distanciar de mim e não concordei em fazer uso de sua figura pública para chamar atenção das denúncias que eu fazia. Além de minha denúncia não lhe dizer respeito, eu não desejava poluir a percepção pública quanto a meu propósitos de conseguir a condenação de meu pai para proteger suas vítimas e criar consciências sobre este tipo de violência.

Mas não imaginava que por sua falta de consciência eu teria que me pronunciar mais tarde contra a Gisele por causa do seu comercial  "Hope Ensina" e exemplos de influências corrompíveis que esta passou a exercer sobre mulheres e crianças, especialmente depois dela ter se tornado mãe. Mas, para quem se esquivou de me encontrar quando poderia ter aprendido algo com o que eu queria lhe ensinar, nem se poderia esperar outra coisa.

Me pergunto o que teria sido, se tivesse ocorrido o oposto...se eu tivesse ficada calada todos estes anos, para tirar vantagens dos benefícios de ser  a "Madrinha Número Um", para  me promover internacionalmente, me projetar com profissional e fazer fortuna, de carona nos círculos de celebridades, permitindo que o pedofílico que tenho por pai abusasse hoje em dia de SUAS crianças?

Apesar de saber que minha tia, sua mãe que colaborou para colocar tantas pessoas da familia contra mim, foi testemunhar de defesa deste pedofílico e de ter chegado as minhas mãos a confirmação deste fato, ainda assim fiquei chocada com o conhecimento de que seu pai declarou para um jornal do RS que, todas a decisões importantes de sua familia são discutidas e feitas de comum acordo entre seus membros. Ao saber desta declaração, tive  confirmada recentemente que a decisão de que esta tia fosse apoiar este criminoso que causou um grande estrago em minha vida e de tantas outras pessoas, foi uma decisão conjunta dos membros desta familia. Fiquei chocada ao me dar conta de que a ganância, egos inflados, falta de humanidade, a falta de compaixão e inabilidade de admitir e se redimir de seus erros tenham e extendido por todos estes anos.

No entanto, estes até hoje tentam esconder do grande público seu parentesco o pedofílico Rogério Nonnenmacher e também comigo por tê-lo denunciado. Escondem por que? Se acham tão certo o que ele fez e apoiaram este monstro, porque não fazem uma homenagem pública a ele também?

 

E, como se não bastasse,  não faltaram também outros, como a prima "fulana de Estrela", a “advogadazinha de porta de cadeia”, que se prestou a defender este tio pedofílico com promessa de recompensa de pagamento.

A tia (sua mãe) e alguns primos, fizeram ameaças de morte e outras intimidações  maldosas a vítimas que me apoiaram na época.

Houve um primo de Lajeado, que se gabava dizendo que levaria pessoalmente sua filhinha para "sentar no colo do Tio Rogério"! Este e vários de seus irmãos não permitiram que sua mãe fosse testemunhar em juízo  para contar coisas que esta sabia sobre os crimes de Rogério Nonnenmacher. Espero que estas pessoas possam ver hoje o grande engano que cometeram e o desrespeito que tiveram com aqueles que passaram por tanto sofrimentos como eu , minhas irmãs e outras pessoas que se sentiram no direito de reclamar a brutalidade de Rogério Nonnenmacher.

 

Vejam como estas coisas podem acontecer em QUALQUER familia. Mas, o medo faz com que as pessoas se tornem hostis e preconceituosas. E infelizmente, descobrimos nesta ocasiões em que se tenta acabar com a violência no meio familiar, que estivemos vivendo em um ninho de vespas em que, além do preconceito, existem pessoas que não têm coração, não têm compaixão pelo sofrimentos que as vítimas de abuso sexual na infância enfrentaram e tratam gente de seu próprio sangue de forma tão cruel.

Não é de se estranhar que a maioria dos casos das tantas crianças que são vítimas de abuso sexual na infância, ocorra no meio familiar! 

Vê-se daí como as origens da corrupção, da discriminação e da ganância têm como seu berço o próprio meio familiar. Quem sabe  estes familiares "se olhem no espelho" antes de protestar contra a corrupção, notícias de violência e a safadeza dos políticos?

Que não se atrevam a se achar lesados por dano moral pois quem faz este tipo de escolha na vida, causou seu próprio dano a uma moral muito questionável, ao colocar interesses financeiros e aparências acima da dignidade e do sofrimento dos outros.  

 

Ao longo destes 10 anos, das pessoas que salvei das garras de meu pai e daquelas que hoje sabem dos perigos de levar seus filhos ou netos para passar o Natal,  festas e férias na companhia do “Tio Rogério”, foram poucas os familiares paternos que tomaram a iniciativa de me procurar para oferecer apoio. E, estas pessoas que me foram solidárias foram justamente as de origem mais simples.

Anos se passaram e até imaginei que com o tempo outros pudessem reconhecer seus erros ou sua falta de consciência.

Das vítimas ou pessoas a quem beneficiei diretamente, não obtive qualquer reconhecimento ou agradecimento sobre os benefícios da libertação que minha iniciativa lhes trouxe. Não houve quem tivesse a humildade de nem mesmo dizer “muito obrigada”.  Mas não sinto qualquer rancor destas por causa disso.

E, mesmo que eu soubesse que não teria qualquer reconhecimento de minha iniciativa na época em que decidi ajudá-las a se libertar, eu teria feito tudo igual, pelo simples fato de ter me conscientizado que ninguém merece ser escravizado da forma como meu pai o faz e que ninguém tem o direito de abusar sexualmente de crianças.

Não me arrependo de qualquer decisão que tomei, mesmo que isso tenha me custado o rompimento de relações familiares com aqueles que não me apoiaram, bem como a perda de privilégios para negócios e badalações sociais, tão importantes para alguns, ao ter exposto a podridão  que era mantida em segredo e que ainda é protegida por fortes influências e conflitos de interesses.

Estou em paz com o universo e comigo mesma, cumpri uma missão que era absolutamente NECESSÁRIA e desejo que estas pessoas sejam felizes e que aquelas que tiveram filhos tenham aprendido a manter suas crianças a salvo deste perigo. Se algum dia reconhecerem o benefício do que fiz e precisarem de minha solidariedade, estarei disposta a ajudar no que puder.

 

Em 2006 Rogério Nonnenmacher foi CONDENADO a mais de 15 anos de prisão em regime fechado e sua sentença foi liberada imediatamente após a introdução da "Progressão de Pena" para crimes hediondos. Sabendo das influências que este político e figura influente tem com esferas de poder, eu imagino que sua sentença tenha sido autorizada para ser assinada assim que estivesse garantida que sua soltura ocorresse em breve, com o benefício da "Progressão de Pena" assegurado o cumprimento de 1/6 da sentença apenas.

 

Em 2011, após desfrutar dos benefícios de sua liberdade, Rogério Nonnenmacher voltou a advogar e teve sua licença junto a OAB caçada, por INIDONEIDADE ou IMORALIDADE.

 

SIM, este pedofílico está solto! Mas houveram pessoas de bom senso que não aceitaram que um indivíduo de tamanha falta de integridade manchasse suas imagens como profissionais e o expulsaram de sua ordem.

 

Entretanto, para a maioria das pessoas do público que não conhecem quem é Rogério Nonnenmacher, estas estão em risco de cruzar com este pedofílico a qualquer momento e suas crianças estão em perigo, expostas pelas sabotagens que têm sido feitas ao próprio sistema jurídico do Brasil.

 

 

 

 

 

 

 

AGRADECIMENTOS

 

Quero agradecer a todos que acreditaram na verdade, que não se deixaram esmorecer pelo medo, pela vergonha, pelas chantagens, ameaças de familiares, decepções, a traição de pessoas que imaginávamos que se importavam conosco.

 

Quero agradecer PRINCIPALMENTE as minhas duas irmãs por parte de mãe, que apostaram junto comigo neste propósito de coragem, honestidade, sinceridade e resgate dos fragmentos que sobraram da vida em que nosso pai nos mantinha distanciadas até então.

Independente de outras escolhas e caminhos que cada uma decidiu seguir, uma grande vitória de objetivos e princípios nobres foi atingida.

 

Agradeço a minhas tias maternas, que também decidiram apoiar minhas denúncias, para reclamar suas próprias oportunidades de expôr este que lhes abusou e mostrar às autoridades os tantos anos que este pedofílico manipulava, intimidava e caçoava das pessoas, incluíndo inclusive aquela que além de ser sido abusada por ser criança, ainda teve sua fragilidade  agravada por deficiência física.

 

Obrigada a todas a testemunhas que conseguiram sensibilizar as autoridades, mostrando abertamente suas emoções, sua fragilidade e a dor que aflorava ainda depois de tantos anos, atestando para juízes e promtores de justiça as claras evidências do quanto os traumas ficam registrados para as vidas das vítimas, independente da idade, grau de instrução ou coragem para enfrentar o abusador. 

 

Quero agradecer a minha irmã mais nova, que teve a persistência de ser um pilar para que nossa mãe pudesse ser direcionada a olhar para seus graves erros, que repensasse seus atos para reconstruir sua vida e finalmente decidisse colocar um FIM ao relacionamento com o monstro pedofílico que teve por marido e nosso pai, Rogério Nonnenmacher.

 

Obrigada aos poucos familiares que ao longo deste tempo manifestaram seu apoio, vieram ao meu encontro e me acolheram em seus lares, e também a alguns que me procuraram mais tarde.

Muito querida foi a esposa do primo que me ofereceu sua terapia para aliviar as tensões de meu corpo estressado.

Agradeço também aos que me apoiaram no início e que não tenham conseguido seguir em seus propósitos posteriormente.

Obrigada àqueles que não se inibiram em me contar sobre o que sabiam  ou descobertas que fizeram a respeito de tantas pessoas na família e de gente na comunidade que sabiam que eramos crianças abusadas mas que  assistiam passivamente a dinâmica familiar em que éramos explorados e jamais ofereceram ajuda ou intercederam para nos proteger.

 

Agradeço ao universo,  por tomar conhecimento de uns poucos familiares que tentaram fazer algo no passado. Me refiro àqueles que já partiram desta vida, incluíndo os que falharam e depois desistiram de tentar.

Quero aqui honrar a memória de minha avó materna Melita, a quem meu pai chamava de “louca” por ela ter adoecido emocionalmente quando descobriu que seu genro era uma moléstia em sua familia. Pois eu, que fui a próxima das “loucas” que o desafiou, não desisti e não falhei em expôr ao mundo com sucesso quem é este pedofílico que verdadeiramente se enquadra em um rótulo muito pior: a MALDADE.

Quero também honrar a memória de meu padrinho Jorge que na época em que eu era uma criança foi confrontar Rogério Nonnenmacher e intencionava lhe dar uma surra, mas foi intimidado por um revólver que este covarde que tenho por meu pai lhe apontou em retorno.

Também quero reconhecer a postura protetiva e aflição de minha avó paterna Maria, quando viera nos visitar em um fim de semana quando eu era uma pré-adolecente, a quem presenciei gritando com meu pai em protesto por encontrá-lo comigo em sua cama, xingando em alemão:

 

“Rogério, o que tu estás fazendo com a menina na cama? Isso não está certo!!!”

 

Entendi mais tarde o motivos de sua incontestável aflição, ao saber que eu não fora a primeira das vítimas do monstro que ela teve como filho.   

 

Obrigada a todas as pessoas que expressaram apoio a minha iniciativa no livro de visitas deste site (GUESTBOOK) ao longo dos anos, incluíndo as tantas que nem mesmo conheço. Seu apoio foi altamente apreciado e ajudou a me fortalecer em muitos momentos em que me sentia sozinha, no outro lado do mundo.

 

Obrigada, mesmo a aqueles que me apoiaram e que posteriormente pediram remoção de seus nomes da minha lista de contatos ou que bloquearam meus e-mails, quando eu pedia ajuda para continuarem a criar conscientização sobre abuso sexual na infâcia e fazia apelos desesperados para que as pessoas reagissem em protesto para sensibilizar juízes e legisladores, para tentar reverter a absurda introdução da “Progressão de Pena” para crimes hediondos no Brasil em 2006.

 

Agradeço ao universo até mesmo àqueles que me desafiaram desde que lancei o site, que tentaram me ofender, ou tinham por objetivo me ridicularizar e fazer com que as pessoas desacreditassem em minhas intenções pois, estes me deram a oportunidade de mostrar ao público as pressões a que as vítimas de abuso sexual na infância são expostas ao denunciar este tipo de crime. Os questionamentos e afrontas destas pessoas no GUESTBOOK foram uma oportunidade para esclarecer muitas coisas que na verdade muitos de meus familiares gostariam que passassem “despercebidas”.  

 

Quero reconhecer e agradecer ao valoroso trabalho da Delegada Marcia Scherer, a Inspetora Anise e sua equipe da Delegacia da Mulher de Lajeado, que conduziram com tenacidade as investigações para o arrolamento de testemunhas que levou finalmente a PRISÃO e posterior CONDENAÇÃO do pedofílico Rogério Nonnenmacher.

Soube que muitos casos posteriores foram encorajados por este de minha familia e seguiram após nesta cidade. Fui informada que houveram mais de 300 processos de denúncias de abuso sexual na infância em apenas um ano.

Podemos dizer então que, há 10 anos atrás, a cidade de Lajeado no RS foi um município PIONEIRO por seu grande número de denúncias contra abuso sexual na infância no Brasil.

 

Muitas pessoas até então não acreditavam que poderiam denunciar este tipo de crime com sucesso.

Sendo Rogério Nonnenmacher um promotor de justiça, isso fazia com que muitas das vítimas em minha familia, assim como eu, e também outros na comunidade, tivessem grande dificuldade em acreditar na possibilidade de que as autoridades fossem acolher seus casos, bem como na integridade do sistema jurídico. O enfrentamento de uma figura tão onipotente na sua comunidade foi um encorajamento para que tantas outras vítimas também denunciassem outros casos de abusos. Por isso, o site "R-Evolução Anti Pedofílicos" celebra hoje a vitória de um grande número de pessoas que decidiram apostar em seus direitos de quebrar o silêncio sobre abuso sexual na infância.

 

Quero agradecer a atenção e sensibilidade das autoridades que lidaram com o caso. Apresento meus agradecimentos especialmente à Promotora de Justiça Mônica Maranguelli de Ávila. Esta demonstrou muita habilidade para atender as vítimas que se prontificaram em testemunhar para confirmar os abusos de meu pai. A preocupação com o bem estar e fragilidade destas pessoas e a atitude de acessibilidade desta mulher, fez com que as testemunhas conseguissem acreditar que ainda existam autoridades bem intencionadas e confiáveis. Isso nos assegurou na época que nem todos são como o nosso pai pedofilico, que se escondia por trás da figura de autoridade respeitável e que manchava tal imagem de nobres propósitos de proteção e defesa das pessoas.

 

Quero agradecer também a todos que ajudaram a divulgar o site “R-Evolucao Anti Pedofilicos”, bem como aqueles que se envolveram para que eu pudesse estender sua divulgação com esclarecimentos e propósitos de conscientização do público, para denunciar abusos e proteger as crianças, permitindo que eu participasse de entrevistas de rádios, de jornais, de palestras e manifestações públicas, encontro com profissionais de saúde, membros de conselhos tutelares e de formação de grupo de ajuda para sobreviventes de abuso sexual na infância.

 

 

 

 

 

 

LEGADO

 

Muitos benefícios resultaram da criação do site “R-Evolução Anti Pedofilicos”.

Fui informada após lançar o site, que a denúncia e testemunho mostrado nos textos deste foram referência de incentivo de estudos jurídicos que visavam melhorias de procedimentos para casos de abusos sexual na infância no Estado do RS.

Uma destas melhorias foi a introdução de entrevista para testemunho de vítimas, sem a necessidade de exposição da vítima a retraumatização do contato com a presença do abusador. Eu mesma me vali deste benefício em 2004, na época em que me apresentei para depôr e confirmar pessoalmente as denúncias que fiz neste site contra meu pai. Sugeri e apoiei a iniciativa das autoridades em adotar a “entrevista sem dano”, que havia sido introduzida então na Inglaterra, para proteger as vítimas da intimidação emocional do abusador.

 

Após estes 10 anos, vemos que mesmo que uma avalanche de abusos sejam expostos quase que diariamente nos meios de comunicação e mídia social, esta luta não foi em vão pois, este resultado mostra como o abuso sexual na infância está disseminado no Brasil e como eu temia, lamentavelmente estamos perante uma verdadeira EPIDEMIA.

Mas, a exposição de tantos casos provém justamente de esforços conjuntos em que a contribuição da publicação deste site foi um marco inicial para o esclarecimento e encorajamento do público e para tantas outras iniciativas.

A partir deste site e outros que apareceram posteriormente na internet, muitas pessoas têm tomado mais consciência dos abusos e suas consequêcias nas vidas das vítimas. A opinião pública têm se manifestado em apoio as vítimas, encorajando tantas pessoas a criar coragem para denunciar, se libertar e também proteger outras vítimas.

 

O site recebeu e ainda recebe contato significativo de sobreviventes, que muitas vezes expressam que não encontram palavras para agradecer a ajuda que encontram no material divulgado e que reconhecem como têm aprendido com a minha história. São tantas que se identificam  e se inspiram para compartilhar suas experiências, mesmo que várias destas sejam enviadas com pedidos de sigílo, que são respeitados.

 

O site também despertou o interesse de publicações em blogs, revistas, bem como entrevistas de jornais e de programa de TV no exterior. Houve criação de um perfil para divulgação de notícias no Facebook (reapnews.reapnoticias) e canal de vídeos no U-tube (REAP2012).

 

Também surgiram várias solicitações para a participação em estudos de casos para trabalhos universitários, com os quais colaborei em oportuindades em que pude. Lamento não ter podido atender a todos os pedidos, mas ajudo sempre que posso, dentro de minhas limitações. 

 

 

 

 

 

 

MELHORIAS

 

Em breve tempo após lançar este site, houveram mudanças no conselho de ética de profissionais de psicologia, revisando  a postura de sigilo profissional e sua obrigatoriedade de denunciar abusos.

 

Com as repercussões de tantos casos de denúncias e pressões da sociedade, tivemos  finalmente também uma melhoria na Legislação Federal, com a aprovação da LEI JOANA MARANHÃO em 2012, que abre uma oportunidade antes negada a tantas vítimas de abuso sexual na infância que já atingiram a idade adulta. Isso foi uma grande vitória para todas as vítimas de abuso sexual na infância.

 

Acredito que ainda devam haver outras melhorias legislativas neste sentido, para permitir que qualquer sobrevivente adulta possa denunciar abusos da infância em qualquer idade, pois enquanto um abusador sexual viver, este continuará a fazer vítimas e todo caso deste tipo deveria servir para proteger outras crianças no presente. Ao contrário do que os legisladores possam imaginar também, que com o passar dos tempos o que aconteceu na infância já não seja mais lembrado e que não tenha mais importância nas vidas das pessoas, muitas sobreviventes de abusos na infância também têm seus traumas agravados com o retorno da fragilidade por causa do avanço da idade e deveriam receber assistência por síndrome pós-traumática.

 

O Ministério Público tem feito alertas sobre os tantos criminosos que têm re-ofendido, como em casos de abuso sexual na infância após serem colocados em liberdade pela "Progressão de Pena" para crimes hediondos.

Com tantos criminosos como Rogério Nonnenmacher, que receberam este benefício, é urgente que seja aprovada uma legislação que obrigue o Estado a divulgar ao público os nomes, rostos e endereços de residência ou paradeiro de todo pedofilico condenado que for libertado,  assim como existe a LEI MEGAN nos USA.

Cabe ao público pressionar os legisladores pois, as pessoas têm o direito de estar informadas e atentas ao perigo em sua vizinhança e ao possível convívio com estes criminosos, para se proteger de suas maldades e principalmente proteger as crianças.

Mas acima disso, uma nova legislação deveria assegurar que estes criminosos recebam prisão perpétua.

 

Precisamos também de mais serviços de assistência a vítimas de abuso sexual na infância, que deveriam ser ampliados e estendidos a todas as idades.

Não são somente as crianças que precisam de proteção física e assistência psicológica, seja na hora de testemunhar em juízo, ou para terapias.

Ao receberem assistência, sobreviventes jovens, maduras e idosas, podem elevar seu nível de consciência e podem ser importantes aliadas na proteção das crianças. 

 

Infelizmente grande parte da população no Brasil ainda têm muito a evoluir e o site “R-Evolução Anti Pedofilicos” é um trabalho voluntário resultante da consciência da necessidade de sua existência, que intenciono manter enquanto eu viver, para que tantas destas pessoas possam se beneficiar do que eu puder compartilhar neste espaço.

Espero que esta seja a primeira de várias décadas através das quais sobreviventes e pessoas que desejam ajudar aqueles que foram abusados(as), possam encontrar uma referência para também tomar consciência, bem como assegurar motivos para proteger as crianças.

 

Assistam a seguir, um dos vídeos de entrevistas concedidas  para estudos universitários e conscientização  de profissionais que buscam respostas através da experiência de vida de quem já foi vítima e se tornou sobrevivente.

 

 

VIDEO - Uma abordagem de tópicos importantes sobre abuso sexual na infância.

 

Clique no link abaixo para assitir no U-Tube

 

 

 

http://youtu.be/kuLj3sLXVyg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Se um dia a vida fez vo se humiliar,

E como uma lagarta teve que rastejar,

 

Se no mêdo, na culpa e na vergonha,

Sua existência se manteve enclausurada,

Mas desejou tanto se libertar,

 

Uma grande transformação pode ser alcançada,

Se você se permitir sair do casulo,

E mantiver sua consciência elevada,

 

Ao buscar forças para se curar,

E se tornar SOBREVIVENTE,

 Criará asas para voar!"  

 

E l i s a b e t h   N o n n e n m a c h e r

                 

                                                                                                            

 

 

 

 

 

Por favor, ajude a divulgar o site “R-Evolução Anti Pedofilicos”.

 

 

Obrigada, em nome das vítimas e sobreviventes de abuso sexual na infância.

 

 

E l i s a b e t h   N o n n e n m a c h e r

 

 

"Celebre a criança que você foi pois,

só podemos ajudar a fazer alguma diferença quando,

nos permitirmos amar a nós mesmos."

 

 

 

 

 

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